Três Lagoas | Montar confecção de Uniformes Profissionais

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Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender

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Há algum tempo os uniformes profissionais deixaram para trás aquela imagem que tinham no passado, quando utilizá-los consistia numa obrigação que a grande maioria dos usuários repudiava. Tal preconceito, muitas vezes, acontecia em virtude da utilização de tecidos de baixa qualidade que causavam desconforto, além de uma grande falta de preocupação com a estética. Com a criação de novos tecidos mais modernos, confortáveis e sofisticados, aliada ao surgimento dos profissionais de designer de uniformes, houve uma grande valorização deste segmento. Tal inovação do segmento acarretou em aumento significativo da demanda por uniformes profissionais. A utilização de uniformes tem sido cada vez mais procurada pelas empresas devido à boa imagem de profissionalismo que a padronização proporciona. Além disso, o uso do uniforme é muitas vezes incentivado pelos próprios colaboradores, devido à praticidade que proporcionam. Os uniformes podem ser confeccionados especificamente para os mais diversos setores, como construção civil, companhias aéreas, transportes, hospitais, frigoríficos, indústrias, hotéis, laboratórios, e muitos outros. Tal pulverização se configura como uma oportunidade para que confecções de uniformes possam se especializar em determinados setores. Para abrir uma empresa neste setor, é imprescindível que o empreendedor entenda como o mercado funciona e quais são a oportunidades que podem ser exploradas. Igualmente importante é o conhecimento dos aspectos legais, do valor de investimento e ainda um planejamento bem feito.

UNIFORMES PROFISSIONAIS

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Confecção de Uniformes Profissionais
Produtos ofertados/Produzidos: uniformes de vigilantes, jalecos, aventais, macacões, etc…

APRESENTAÇÃO

Foi-se o tempo em que usar uniformes era constrangedor. Por causa do aspecto rústico dos materiais utilizados na confecção e pelo caimento não muito perfeito, vestir uniforme era a última alternativa. Hoje, as roupas profissionais ganharam sofisticação e status de moda, graças a novos desenhos, modelagens, cores e tecidos. Além disso, conforme estudiosos, o uniforme impressiona o cliente.

MERCADO

O aperfeiçoamento dos materiais, aliado a uma mudança na mentalidade do empresariado que percebeu a importância da imagem interna e externa da empresa, colaborou para a ampliação do mercado, viabilizando a criação de produtos específicos para vários segmentos da indústria, comércio e serviços. A tendência do setor é de crescimento, beneficiando-se dos elevados preços dos artigos de vestuário, fator que estimula a adoção de uniformes.

LOCALIZAÇÃO

A confecção deve ficar próxima dos fornecedores, além é claro, ser de fácil acesso para os clientes.

ESTRUTURA

A estrutura básica deve contar com salão de produção, depósito (matérias primas e peças acabadas) e escritório.

Equipamentos básicos para abrir uma fábrica de roupas profissionais

– Overloques;
– Interloque  (para fechamento da peça);
– Retas (para acabamento);
– Caseadeiras;
– Máquinas para pregar botões e de corte, etc…
– Móveis e utensílios de escritório (computadores, fax, mesas, cadeiras, etc).

INVESTIMENTO

É variável de acordo com a estrutura da empreendimento, sendo que este pode variar em torno de R$ 110 mil.

PESSOAL

É variável de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que este deve contar com funcionários responsáveis pela elaboração de uma amostra (modelistas), recepcionistas, vendedores externos, costureiras, etc. Alguns podem ser terceirizado.

CLIENTES

Os principais clientes das confecções de uniformes profissionais são: condomínios, bancos, empresas de segurança, indústrias e cada vez mais, empresas prestadoras de serviços em todas as áreas. Sem contar os ramos em que o uniforme é obrigatório, como o alimentício e o hospitalar.

O PRODUTO

A ideia é que o empresário da confecção venda um conceito novo de uniforme (curiosamente, baseado na personalização), que deverá estar de acordo com os produtos ou serviços oferecidos pelo cliente.
Mais confortáveis, os materiais – algodão com poliéster, gabardine, crepe, acetato com viscose, poliéster com lã e micro fibra – oferecem também melhor caimento.
A qualidade do tecido determina a durabilidade da roupa. Por isso, segundo os empresários, não compensa usar materiais de segunda linha, que desbotam muito ou encolhem na primeira lavada. Com todos estes cuidados o objetivo principal será atingido: uma roupa que não parece uniforme.

LINHA DE PRODUTOS

– Kits femininos: blazers, saias, calças, blusas, vestidos, aventais, echarpes e laços;
– Kits masculinos: blazers, calças, camisas e gravatas.

O PROCESSO

A atividade da confecção engloba, basicamente, as seguintes etapas:

– Modelagem;
– Corte;
– Costura;
– Aviamento;
– Acabamento;
– Controle de qualidade;
– Embalagem.

ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO

A terceirização é um ponto controverso entre os fabricantes de roupas profissionais. Para alguns, ela é prejudicial à qualidade, para outros, dá agilidade à produção. Nestes casos, as peças são cortadas na fábrica e então enviadas para a oficina terceirizada que efetua as “costuras gerais”.

Na fase de acabamento, voltam para a fábrica, onde será finalizado o processo. Detalhes como bordados especiais também podem feitos fora.
As vantagens observadas pelos empresários adeptos da idéia, são uma administração mais fácil, mas com uma atenção redobrada com a qualidade.

Esta qualidade é resultado da observação na produção aliada a treinamentos constantes. Empresários que não acreditam na alternativa de terceirização, afirmam que a perda de qualidade é inevitável.

MATÉRIA PRIMA

Aconselha-se a escolha cuidadosa dos tecidos, porque existem materiais alternativos que não oferecem qualidade. Nestes casos, mesmo com preços mais altos, compensa adquirir um brim de qualidade, bem mais durável, que conferirá ao produto final melhor qualidade e consequentemente,mais credibilidade à empresa.

PERÍODO DE CRIAÇÃO

Nas indústrias, as renovações nos desenhos ocorrem em prazos médios de um ano. Nas companhias aéreas o prazo pode chegar a oito anos, dependendo da estratégia de marketing e do investimento na criação da roupa, que atualmente inclui projetos assinados por estilistas famosos. As confecções especializadas aumentaram a quantidade de modelos, e de tecidos utilizados, indo do algodão com poliéster à microfibra.

PORQUE É BOM USAR

A padronização da roupa é vantajosa porque além de transmitir impressões como organização, seriedade e competência, determina aumentos visíveis na produtividade e na qualidade. É uma demonstração clara, por parte dos funcionários, de que seu fornecimento é um benefício a mais proporcionado pela empresa que os faz sentir-se valorizados, parte importante da equipe.

ALGUNS LEMBRETES IMPORTANTES

  • Se o empreendedor pretende atuar nesse segmento diferenciando-se da concorrência, deverá, logo de início, especializar-se em roupas profissionais de uso específico ou optar pela venda só no atacado ou só no varejo;
  •  Nunca se deve recusar pedidos;
  • Para iniciar o negócio são imprescindíveis noções da parte comercial, do mercado, de produtos (tecidos e aviamentos) e de modelagem. Conhecer o segmento como um todo é importante para não criar expectativas demais, pois o retorno virá a longo prazo;
  • O empresário não pode ficar à espera dos clientes, deve tomar a iniciativa de visitar empresas.

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).

Entidade

ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção