PlayStation VR traz realidade virtual mais acessível; leia críticas de fora

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ornalistas de fora apostam que óculos do PS4 irão popularizar a tecnologia.
Acessório custa US$ 400 e chegou aos Estados Unidos nesta quinta (13).

O ano da realidade virtual segue seu curso nesta quinta-feira (13) com o lançamento do PlayStation VR, óculos desenhados pela Sony para funcionarem com o PlayStation 4. A chegada do acessório é notória pois ele é o primeiro modelo de alto desempenho compatível com um videogame, e não computadores, e também o mais barato entre os já lançados Oculus Rift e HTC Vive.

E os pontos mais debatidos pela imprensa internacional nas críticas publicadas nos últimos dias são justamente esses: preço e plataforma.

Os jornalistas de fora concordam que o PlayStation VR é o par de óculos de realidade virtual mais acessível de todos, custando US$ 400 contra US$ 600 do Rift e US$ 800 do Vive.

A imprensa ressalta que o PSVR exige o uso do acessório PlayStation Camera, que já está à venda há alguns anos e pode ser encontrado por US$ 60. O uso do PS Move, controle sensível a movimentos da época do PS3, também é recomendado e o par sai nos EUA por US$ 100.

Mesmo assim, a conta da experiência completa com o PSVR sai bem mais barata que a da concorrência. Pois além de serem mais caros, os visores Rift e Vive exigem uma máquina potente, na casa dos milhares de dólares. O PlayStation VR, por sua vez, já tem uma enorme base de usuários instalada, com mais de 40 milhões de PS4 vendidos no mundo todo desde o seu lançamento no final de 2014.

A crítica também entra em consenso quanto ao desempenho do PSVR, que de fato é bem menos potente que seus rivais, mas não a ponto de oferecer uma experiência empobrecida.

Por outro lado, ele ainda compartilha do sofrimento da tecnologia: a realidade virtual ainda não tem uma grande utilidade, um “killer app” como os especialistas falam, e isso vale principalmente para quem não gosta de jogar. De acordo com a Sony, o acessório chega ao mercado com cerca de 30 games. Mais devem ser lançados até o final de 2016.

Lucas Matney, jornalista do site especializado TechCrunch, diz que “a linha de lançamento do PSVR é forte, mas a maioria dos jogadores ainda vai precisar da inclusão de grandes franquias como ‘GTA’ e ‘Call of Duty’ para embarcar nessa. Isso tudo precisa acontecer logo.”

Por fim, outro ponto positivo é a ergonomia do PlayStation VR. Para a imprensa internacional, apesar de ser o mais pesado, o acessório da Sony é o mais confortável e estiloso de todos.

O G1 selecionou trechos de críticas da imprensa internacional. Leia abaixo:

“The New York Times”: “A realidade virtual ainda está em seus primeiros dias e não é certo se ela vai pegar entre pessoas que não são ‘gamers’. Se você já tem um PS4, gastar algumas centenas de dólares pelos óculos e acessórios é uma compra que vale a pena para começar na realidade virtual. Mas para o consumidor médio, a emoção de jogar em realidade virtual com o PlayStation VR pode ser efêmera.

Inicialmente, a realidade virtual deve te hipnotizar porque é totalmente diferente de qualquer outra experiência que você já teve. Mas os poucos jogos disponíveis hoje, combinados com a fadiga que você terá após 30 minutos de jogo, devem fazer você voltar a jogar no smartphone ou no televisor.” (Brian X. Chen)

“Wired”: “Apesar de o PlayStation VR não ser melhor que o Oculus Rift e o HTC Vive em nada a não ser na ergonomia, não é isso que importa. O que importa é que essa coisa funciona na sua sala de estar. O que importa é que ela é confortável, imersiva e intuitiva. O que importa é que ela convida as pessoas a assistirem ao que você está fazendo, ou até participarem.

O PSVR faz todas essas coisas, e as faz bem. Então não, ao contrário das minhas previsões de janeiro, não conseguimos saber se essa coisa será um Wii. Mas sabemos o que ela não será – um Virtual Boy.” (Peter Rubin)

TechCrunch: “Os problemas de conteúdo e utilidade são dos criativos, mas apenas o tempo irá dizer quando isso tudo será resolvido. PlayStation certamente é um produto melhor que a maioria em termos de chamar a atenção de importantes estúdios de games para projetos de realidade virtual. A linha de lançamento do PSVR é forte, mas a maioria dos jogadores ainda vai precisar da inclusão de grandes franquias como “GTA” e “Call of Duty” para embarcar nessa. Isso tudo precisa acontecer logo.

Com essa tentativa da Sony, e o Project Scorpio da Microsoft que chega no ano que vem, a maré pode estar virando contra os computadores como forma principal de curtir a realidade virtual em alta qualidade. Seja em smartphones ou videogames, está cada vez mais claro para quem cria esses óculos que se eles querem se envolver agora com essa indústria, precisam abordar os consumidores nas plataformas que eles já têm.” (Lucas Matney)

The Verge: “Um cenário dominado pelo PlayStation VR seria uma vitória a longo prazo para a realidade virtual? Por enquanto, ele é o menor denominador comum entre óculos com fios. E um mundo em que todos os games precisem rodar nele poderia desencorajar experiências mais criativas e arriscadas em hardwares mais interessantes e potentes.

O PSVR é ambicioso o suficiente para a Sony testar uma maior incursão na realidade virtual. Sua configuração limitada não chega aos pés dos mundos construídos nos games do HTC Vive, e a Sony não está visivelmente comprometida em incentivar projetos ousados, difíceis e exclusivos de realidade virtual como a Oculus.

Mesmo assim, ela está oferecendo um lar para experiências interessantes e mais simples, que destacam algumas forças desse meio. Mais do que uma tecnologia inovadora, a chave para fazer a realidade virtual ter sucesso é fazer mais pessoas jogarem dentro dela. E com o PlayStation VR, a Sony tornou isso muito mais fácil.” (Adi Robertson)

“Time”: “Ao tirar o PlayStation VR da caixa, a primeira coisa que você nota é que ele tem uma firmeza que as tiras cranianas do Rift e Vive não conseguem ter. O visor do PSVR é efetivamente uma coroa grossa de plástico, dentro da qual a Sony colocou uma camada também grossa, mas flexível, de espuma. Em comparação com outros óculos do gênero, ele é quase uma luxúria em termos de conforto, um prazer muito bem-vindo para uma experiência que depende bastante de quão rápido você consegue encaixar o acessório à sua cabeça e ajustar seu campo de visão.

Em contraste com o plástico preto do HTC e da Oculus, o PlayStation VR parece um verdadeiro visor de ficção científica. Pequenas parábolas de plástico transparente pontuam a sua armação branca, cada uma delas piscando na cor azul que é simbólica do PlayStation 4. Ele realmente parece do futuro.” (Matt Peckham)