Dicas de turismo

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Aracaju é uma cidade moderna e tranqüila – de povo alegre e hospitaleiro – que mantêm a atmosfera de cidade calma, com grande vocação para deixar seus visitantes bem à vontade. Uma cidade planejada e fácil de conhecer. Belas paisagens naturais com extensas praias, dunas, coqueirais e manguezais surpreendem pela variedade e convidam para inesquecíveis passeios.

Praias de Aracaju: a Orla de Atalaia, um dos principais atrativos da cidade, é totalmente equipada para diversão e lazer: quadras poliesportivas, praça de eventos, um complexo de bares e restaurantes, além de concentrar grande parte dos hotéis e pousadas da capital. Nos restaurantes são encontradas especialidades gastronômicas de todas as partes do mundo, inclusive – é claro – as delícias da culinária regional.

Na Passarela do Caranguejo à beira-mar, os bares estão sempre lotados. Ali o programa é quebrar um caranguejo – tira-gosto favorito entre os sergipanos – acompanhado de um bom papo e música ao vivo. Não deixe de conhecer o Oceanário, em forma de tartaruga gigante, composto de 20 aquários que mostram a rica e diversificada flora e fauna marítima e fluvial de Sergipe.

Seguindo adiante, outras encantadoras praias: Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro, a última praia da capital. Todo litoral aracajuano dispõe de excelente infra-estrutura, com bares de praia que servem o que há de melhor na culinária local.

Atalaia Nova: bem próximo de Aracaju há, ainda, as praias de Atalaia Nova, da Costa e do Jatobá, localizadas na ilha de Santa Luzia (município de Barra dos Coqueiros), a 1 km da capital, separada dela pelo rio Sergipe. Principal porto marítimo de Sergipe, Barra dos Coqueiros é um misto de ilha e continente. Chega-se via balsa ou pequenos barcos conhecidos como “to-tó-tó” em poucos minutos. Outro caminho é pela BR-101, são 80 km por estradas asfaltadas.

Croa do Gore: é uma pequena ilha de areia branca que surge com o movimento da maré, localizada no rio Vaza-Barris, entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão. A ilhota recebeu seu nome em homenagem póstuma a um amante da natureza e das águas, o Goré, admirador do local.

Nos fins-de-semana, a Croa atrai visitantes em busca de lazer e sossego. Chega-se de lancha, barco ou catamarã, saindo do atracadouro do Mosqueiro, num percurso que dura de 10 a 15 minutos. O caminho percorrido já dá uma amostra das belezas que o visitante vai encontrar: manguezais nativos, pequenas ilhas fluviais e vegetação preservada, fazendo contraste com as belas mansões construídas às margens do rio.

Centro Histórico de Aracaju: é um passeio pelo passado. Os casarões da época da construção da cidade, os mercados Antônio Franco e Thales Ferraz – recentemente recuperados e transformados em centro de cultura e lazer -, o novo Mercado Municipal Albano Franco – importante centro de abastecimento -, a praça Fausto Cardoso, a mais antiga da capital, o Parque Teófilo Dantas com sua feira de artesanato, o Palácio Olímpio Campos, o Centro de Turismo com o rico artesanato sergipano exposto nas lojas e o Museu de Artesanato, a Ponte do Imperador – um ancoradouro, construído para desembarque do Imperador Dom Pedro II e sua comitiva, que visitaram Sergipe em 1860 -, a Igreja São Salvador – primeira igreja construída na nova capital, em 1857 -, e a Catedral Metropolitana com sua cúpula ornamentada com belíssimas pinturas do século XIX, oferecem ao turista uma visão completa de como Aracaju nasceu e progrediu.

Cidades históricas: as cidades de São Cristóvão – quarta cidade mais antiga do Brasil – e Laranjeiras, com seus monumentos que remontam à colonização portuguesa, são tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional graças aos belos acervos arquitetônico, cultural e religioso. São Cristóvão, fundada por Cristóvão de Barros em 1º de janeiro de 1590, foi a primeira capital de Sergipe. Laranjeiras, o “Berço da Cultura Negra de Sergipe”, é um verdadeiro museu a céu aberto.

Costa das Dunas: as Praias de Caueira, Abaís, Saco do Rio Real, Pontal, Terra Caída e a Ilha do Sossego traduzem a beleza de toda a Costa das Dunas, no litoral Sul de Sergipe. Um verdadeiro paraíso litorâneo com paisagens deslumbrantes: praias extensas, lagoas, matas virgens, coqueirais e dunas douradas que chegam a 20 metros de altura: de bugre ou a cavalo, são um convite ao passeio.

A viagem pelo litoral Sul de Sergipe começa no povoado Mosqueiro com a travessia do rio Vaza-Barris via balsa. Daí até o estuário dos rios Piauí e Real, no extremo Sul de Sergipe, são 42 km de belíssimas praias e paisagens encantadoras. Praias badaladas e outras quase desertas sucedem-se, oferecendo opções tanto para quem gosta de agito quanto para quem prefere um lugar mais tranqüilo, enfim, para todos os gostos.

Cânion do Xingo: o esforço conjunto do homem e da natureza deu ao sertão sergipano um dos mais belos espetáculos do planeta. Paisagens belíssimas, formações rochosas deslumbrantes, água cristalina, trilhas ecológicas, Parque Temático da Caatinga, vegetação exuberante e fauna diversificada: Isso é Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 km da capital.

Navegar por entre as rochas dessa gigantesca muralha encravada no meio do Alto Sertão de Sergipe é algo inesquecível. São vales grandiosos, formando um cânion de até 50 metros de altura, circundando um lago que, em alguns pontos, atinge até 190 metros de profundidade. Ninhais de garças e ilhas fluviais completam o espetáculo. Em Xingó, a natureza caprichou em todos os detalhes.

As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram a mais de oito mil anos atrás. E, também, as marcas das andanças do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes. A trilha de Angico, no município de Poço Redondo, leva à grota do mesmo nome, local onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros.

Com a construção da barragem da Usina Hidroelétrica de Xingó, originou-se um reservatório com 65 km de extensão em pleno semi-árido nordestino. As antes corredeiras do rio São Francisco deram lugar a águas mais calmas e navegáveis, possibilitando inesquecíveis passeios de catamarã, lancha ou escuna num labirinto de belíssimas formações rochosas, de 60 milhões de anos de existência, que infundem respeito e admiração em quem as contempla.

O passeio de catamarã, que dura 3h, começa no restaurante Karranca’s, ao lado do Dique II e segue pelo leito natural do rio, passando pelo lago Justino, nome de um morador local cujo sítio foi inundado com o enchimento da barragem. Foi naquele sítio que os arqueólogos retiraram diversas peças datadas de até 9.000 anos, hoje expostas no MAX – Museu Arqueológico de Xingó.

No percurso até a Gruta do Talhado, diversas formações rochosas chamam a atenção pela sua beleza: a Pedra da Águia cujo topo tem o formato da cabeça do animal e o Morro do Macaco, assim denominado porque antes do enchimento do reservatório, um bando de macacos-prego freqüentava o morro e costumavam jogar pedras nos visitantes. A Pedra do Japonês é uma bela formação rochosa que se assemelha ao rosto de um oriental, outra, a Pedra do Cruzeiro, parece com um homem montado em um cavalo.

Fonte: Secretaria de Turismo de Sergipe