AINDA EXISTE MÉDICO DE FAMÍLIA?

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Os tempos mudaram. Disto todos têm certeza. Mas a dúvida está no fato de que a humanidade nem sempre muda para melhor.

Precisamos, então, buscar referências de pessoas e histórias que transformam o mundo para melhor.

Para sermos felizes precisamos de pouco. E um dos tópicos no topo da lista de qualquer família é: Ter boa saúde.

Ter boa saúde não significa ter um bom plano de saúde ou ter dinheiro para pagar os mais caros médicos. Ter boa saúde está inteiramente ligado à prevenção. Ter boa saúde não é poder fazer uma cesariana em um hospital de luxo. É poder fazer um parto humanizado, até mesmo em sua própria casa. Ter boa saúde não é ficar buscando sempre uma segunda, terceira ou quarta opinião médica. Ter boa saúde é ter um médico de família, em quem se pode confiar.

Mas, ainda existe médico de família?

Estão ficando cada vez mais escassos. Mas ainda existe sim! Bom seria que fossem muitos.

Sabe aquele médico que cuidou de seu avô, conhece seu pai e agora faz tratamento na sua nora? Pois é, eles ainda existem. Principalmente em cidades de interior e em pequena escala.

Muitos procuram pelos especialistas. E estes têm o seu valor. Mas um médico de família é aquele que faz uma triagem. É aquele que abre caminhos. Não é aquele que fecha portas. É aquele que é otimista e busca soluções intermediárias para a saúde de toda a família.

Os médicos especialistas são bem pagos e têm grande prestígio. Mas o que dizer daqueles que são genéricos.

O Médico Clínico Geral não deve ser considerado “médico da classe popular”. Muito pelo contrário: Ter um médico deste, como amigo, vale mais que rubi.

Estes profissionais não são missionários, mas também não são mercenários. São pessoas comuns que “amam o próximo como a si mesmo”. São pessoas que merecem nosso respeito e consideração, pois pensam em nossa saúde de forma integral e abrangente.

Eles tornam a nossa vida mais harmoniosa.

Antigamente, os médicos eram tidos com mais admiração. Hoje, as pessoas não procuram por médicos. Procuram por Clínicas Especializadas. Muitas vezes, nem sabem o nome e o sobrenome do médico que lhe atendeu ou que lhe operou. Infelizmente, hoje, muitos médicos são severamente criticados pela arrogância, preços altos e diagnósticos precipitados.

A palavra de ordem: Prevenção.

Muitos são encaminhados para exames laboratoriais complexos e detalhados, mas não são encaminhados para uma avaliação com um médico clínico geral. Os laboratórios são de imensa importância. Mas de nada adianta focar em um órgão se todo o corpo está sofrendo. O corpo é uma interligação de vários órgãos e sistemas. Até mesmo nossos sentimentos, nossas emoções e nossa mente afetam nosso corpo. Tudo precisa estar fluindo bem.

Por exemplo: Um médico ginecologista precisa estar atendo à saúde emocional da mulher, principalmente durante a gestação. Momento este em que a mulher está mais frágil às inseguranças do futuro. O médico ginecologista precisa recomendar à gestante: Yoga, pilates, natação, doula*, fisioterapeuta, nutricionista. De acordo com cada caso, é claro. Mas o que precisa estar claro é que muitos outros profissionais ajudam, e muito, na saúde e no bem estar do indivíduo.

Outro exemplo: Todos sabem que o açúcar é o maior causador de cáries. Mas, quase ninguém quer se abster de guloseimas, pensando na saúde bucal. Depois precisará procurar um dentista especializado em implantodontia, para implantar dentes que foram perdidos por falta de prevenção.

A saúde está ligada à qualidade de vida, alimentação saudável e exercícios físicos.

Profissionais que ajudam na saúde de uma família nem sempre é um “profissional da saúde”. Exemplos: Acompanhador físico, personal trainer, doula*, professora de balé, fisioterapeuta, mestre de judô, professora de yoga, massagista, podólogo, psicólogo, assistente social, nutricionista, nutrólogo, consultor de beleza, vendedor de produtos naturais, consultor da Herbalife, da Hinode, da Forever, youtuber, blogueiro, enfermeiro, acompanhante de idoso, professor de educação física e até o vendedor de alface orgânica da quitanda ou da feirinha.

É o guia turístico, que lhe proporcionou momentos inesquecíveis em meio à natureza ou é a professora primária que ensina hábitos de higiene. Não importa a profissão. O que importa é: “Amar o próximo como a si mesmo”.

Muitos vão até à casa da família.  São os chamados “atendimentos a domicílio”. Eles merecem nosso respeito.

Então vamos lá: Seja um profissional servidor e procure por profissionais servidores. No final, todo mundo sai ganhando.

Resumindo: Tenha um médico entre seu rol de amigos. E tenha um amigo entre seu rol de médicos.

Mas afinal de contas: Ainda existe médico de família?

Equipe Guia3Lagoas

* Uma doula (pronúncia: /ˈduːla/) é uma assistente de parto, com ou sem formação médica, que acompanha a gestante durante o período da gestação até os primeiros meses após o parto, com foco no bem estar da mulher.